Resenha

Resenha: Bela Redenção — Irmãos Maddox - Livro 2 — Spin-off da Série Belo Desastre

domingo, setembro 10, 2017

Livro: Bela Redenção — Irmãos Maddox - Livro 2 - Spin-off da Série Belo Desastre
Autor:Jamie McGuire
Editora: Verus editora
Páginas: 308 - Ano: 2015
Gênero: Romance

Sinopse: A aguardada continuação de Bela Distração Liis Lindy é uma agente do FBI decidida a se casar apenas com o trabalho. Ela adora sua mesa, está em um relacionamento sério com seu laptop e sonha em ser cumprimentada pelo diretor depois de solucionar um caso difícil. O agente especial Thomas Maddox é arrogante e implacável, um dos melhores que o FBI tem a oferecer — e chefe de Liis. Quando Liis e Thomas são encarregados de uma missão em que precisam fingir ser um casal, a atração entre eles chega ao limite — e os leva a questionar quanto realmente estavam fingindo. Bela redenção é o segundo volume da série que narra a excitante, romântica e por vezes volátil jornada dos Maddox rumo ao amor. Chegou a hora de conhecer o mundo misterioso do esquivo Thomas e descobrir como a paixão pode ser intensa quando você não é a primeira, e sim a última. Além, é claro, de rever os outros irmãos da família Maddox. • A livros da autora já venderam mais de 260 mil exemplares no Brasil • No Brasil, Desastre iminente entrou para a lista de mais vendidos da Veja. • Mesma autora de Belo desastre, Desastre iminente e Belo casamento. Os dois primeiros livros da série foram best-sellers do New York Times e da Amazon, e foram publicados em mais de 20 países. • Direitos vendidos para Alemanha, Rússia, Israel e Sérvia; a autora é publicada por mais de 20 editoras no mundo, como a Simon & Schuster, no Reino Unido, e a J’ai Lu, na França.

Resenha

Liss Lindy, esse é meu nome e essa é minha história: meu sonho desde nova, blá, nem pense que vou começar assim essa porra, meu objetivo era ser uma grande agente do FBI, por isso larguei tudo, inclusive meu namorado, para mudar de cidade onde consegui um posto como supervisora de uma investigação criminal envolvendo o mais alto comando de tráfego de drogas. Conquistei muito cedo o cargo predestinado, se eu acredito em destino, óbvio que não, mas acredito em controle, aliás essa é a única coisa real. Desde cedo, aprendi que planejar, calcular e observar poderia evitar a maioria das coisas desagradáveis — riscos desnecessários, decepções e, o mais importante, mágoa ... Por isso tracei meu objetivo e apostei nele sem medo e, segura que chegaria onde eu mesma determinei, apenas não esperava ser tão rápido, não que isso fosse um problema para mim. 


Deixar Chicago e me enfiar em um conglomerado de agentes foi meio estranho no começo, nada que uma andada pelas redondezas não me fizesse sentir mais positiva quanto ao fato, deixar Jackson estava pesando na minha consciência, principalmente por saber que ele não compartilhava do meu dom de desapego, a primeira grande coisa que fiz ao me instalar foi parar em um Pup próximo a minha casa e encher a cara, só não imaginava a peça que o destino me pregava.


Thomas Maddox, preciso mesmo me apresentar? — Se não tem jeito, vamos lá: acho que meu nome é familiar para você, sim, sou irmão mais velho do Travis, Travis Maddox. Geralmente após expedientes tensos costumo relaxar no Cutter Pub, afinal ser chefe de um esquadrão de comando do FBI nem sempre é um mar de rosas. Minha rotina era milimetricamente mantida a risca, o que significava que praticamente 90% dela era composta de muito trabalho e zero diversão, mas parece que hoje o dia vai terminar diferente. Entrei e a vi por ali conversando com Anthony, o barman do Cutter, sentei ao seu lado na bancada e fui completamente ignorado, isso fez com que meu sinal de alerta disparasse: desafio, palavra favorita de um Maddox. 

— Você é terrivelmente pequena para estar num lugar como este — disse à ela a dois bancos de distância. 

— Não sou pequena — falei antes de tomar um gole — Sou mignon.

— Não é a mesma coisa?

— Também tenho uma arma de choque na bolsa e um gancho de esquerda perigoso, então não força a barra.

— Seu kung fu é forte.

Ela era durona, não me deu o prazer de sua tenção. Em vez disso olhou para frente, ignorando a minha existência. A batalha continua, mas eis que ela me nota novamente. 

— Isso foi um comentário racista?

— Claro que não. Você só me parece meio violenta. 

— Não sou violenta — falei, embora fosse melhor que parecer um alvo fácil, sem graça. 

— Ah, é mesmo? — Ele não estava me perguntando. Estava me enfrentando.

 — Andei lendo sobre líderes pacifistas asiáticas que receberam homenagens. Imagino que você não é uma delas. 

— Também sou irlandesa — resmunguei.


Ele deu uma risadinha. Havia algo em sua voz — não apenas ego, porém mais que confiança. Confesso que o desgraçado me fez querer virar e dar uma boa conferida nele, mas mantive os olhos colados na prateleira de garrafas a minha frente. Quando pensei que havia desistido ele pulou para o banco ao meu lado. Sério mesmo? Minha primeira tentativa de ter uma noite tranquila seria fracassada por um estranho. Acabei encarando o tal com raiva, que por sinal não durou dois malditos segundos ao ver que o infeliz era tão bonito quanto o sul da Califórnia e não podia ser mais diferente de Jackson. Mesmo sentado dava para ver que era alto, calculo um e noventa no mínimo. Olhos brilhantes em contraste com a pele bronzeada de sol. Ele poderia parecer ameaçador para a maioria dos homens, mas não senti que era perigoso, pelo menos não para mim, apesar de ter o dobro do meu tamanho.   


Já com a língua enrolada, Anthony tirou meu copo e me disse ser o último — olhei de relance e o estranho continuava firme no banco ao lado, não se contendo me perguntou — Você disse que eu não podia te pagar uma bebida por que o Anthony te cortou, ou porque você não ia permitir?
— Porque eu posso pagar pelas minhas bebidas. 

— Você mora por aqui?  — ele perguntou.

— Sua habilidade de manter uma conversa está me decepcionando a cada segundo.

Ele riu alto, jogando a cabeça para trás. 

— Qual é o seu nome? — ele perguntou.

— Não estou interessada.

— Esse nome é horrível. 

Fiz uma careta, chegou a hora de acabar com essa conversa fiada, mas ele continuou sua saga. 

— Isso explica a mudança. Você está fugindo de um cara. O encarei com raiva, apesar de bonito era extremamente presunçoso, mesmo estando certo. Relacionamento para mim era uma armadilha sem fim, fugia disso como o diabo foge da cruz, cedo ou tarde acaba em decepção, dor, sofrimento, cobranças, culpas e principalmente tempo perdido, para que tentar algo que acabará com você no final? 

— E não estou procurando. Nem uma ficada de uma noite só, nem uma transa por vingança, nada. Então, não desperdice seu tempo nem seu dinheiro. Tenho certeza que você consegue encontrar uma garota legal da costa Oeste que ficaria mais que feliz em aceitar um drinque seu. 

— E onde está a graça nisso? — ele perguntou, se aproximando. 
Meu Deus, mesmo se eu estivesse sóbria, ele teria me embriagado. Olhei para o modo como seus lábios tocavam o bico da garrafa de cerveja e senti uma agulhada no meio das pernas. Eu estava mentindo e ele sabia. 

— Eu te irritei? — perguntou.

— Você está tentando me irritar? — perguntei.

— Talvez. Quando você fica com raiva, sua boca fica ... incrível para caralho. Talvez eu aja feito um babaca a noite toda só para poder apreciar a sua boca.

Engoli em seco. Meu joguinho tinha acabado. Ele tinha ganhado e sabia disso. 

— Quer dar o fora daqui? 

Fiz um sinal para Anthony, mas o desconhecido balançou a cabeça e colocou uma nota sobre o balcão. Bebida grátis: pelo menos essa parte do meu plano tinha funcionado. O homem seguiu até a porta, sinalizando para eu seguir em frente. 

O que? — Já sei, estão me julgando por estar aqui prestes a ir para cama com um desconhecido, sendo que mal terminei com Jackson e o larguei em Chicago, mas sério, é um Maddox, porra! — não que eu soubesse disso naquele momento, mas o cara era incrível, e no mais minhas amigas sempre enalteceram os benefícios da transa de uma noite só, sem compromisso. Esse cara parecia perfeito para testar isso. 


Não posso negar que foi incrível, mas o corri da minha casa assim que acabamos, achei que nunca mais iriamos nos encontrar nesse mundo, esse era o objetivo, mal sabia eu a surpresa que me esperava ao chegar para me apresentar ao esquadrão no primeiro dia de trabalho. Na reunião de distribuição de tarefas e minha apresentação de integração a equipe, quem eu encontro, o desconhecido, e vocês não imaginam o choque, que foi maior ao me dar conta que ele era Thomas Maddox, meu CHEFE. Sério isso? — essa história daria um belo chick-lit. Meu inferno acabou de começar, em uma noite resolvo testar meus dotes sexuais com um estranho e no outro dia descubro que o cara é meu chefe, não apenas isso, também é um tremendo filho da puta rabugento que passa o tempo todo tirando o coro de sua equipe. Aliás, algo que me demonstrou no momento da reunião na frente de todos, me repreendendo de forma autoritária e grosseira por causa do meu FD-TRÊS-ZERO-DOIS (uma espécie de relatório). Meu sangue ferveu e quase o mandei se foder, o enfrentei com confiança, algo que o mister poderoso não estava habituado, já que todos naquele esquadrão pareciam ter medo dele, o que não era o meu caso, já que não me parecia assustador, ainda que tentasse a todo custo demonstrar isso. Ah, senhor Maddox, parece que agora você tem uma rival à altura. 

Ficou curioso para saber mais, então acho que você deveria comprar meu livro: Bela Redenção e saber tudo que aconteceu entre eu e o senhor presunçoso, além disso, você também pode ficar por dentro da nossa missão com a máfia e curtir essa aventura junto com a gente, rever seu casal Travis e Abby, além de outros personagens que tenho certeza que conquistaram seu coração como: Sherplay e claro, conhecer um pouco mais da família Maddox. Então te espero, beijo, Liss. 

© amiga da leitora

Como vocês puderam ver o livro da Liss e do Thomas é um prato cheio para quem curte aqueles romances com uma pitada de adrenalina. Confesso que não me apeguei muito ao primeiro livro da série: Belo Desastre, isso é tendência comigo, já que quase sempre acabo gostando muito mais do spin-of de uma série do que o livro original, com esse não foi diferente. A Liss é a protagonista que consegue ser durona e sensível ao mesmo tempo, enfrenta as coisas e segue em frente, a versão Maddox de saia, talvez? Outro ponto que me conquistou na trama foi a maneira verossímil que o romance foi desenvolvido, Thomas tem seus fantasmas do passado e Liss tem medo de se relacionar, um acaba tendo o desafio de conquistar o outro dia a dia, não é o romance que nasce sem ter razão, ele acontece aos poucos. Thomas demonstra ser um homem com muitas culpas e promessas não cumpridas, o casal terá que enfrentar Camile, amor do passado de Thomas, e claro, Jackson ex de Liss, fantasmas mal resolvidos do passado que chegam para tumultuar o que nem começou. Travis aqui também acaba virando agente do FBI e os porquês dessa história você confere no livro, boa leitura. 


Aproveitando antes de encerrar a resenha, vou deixar a dica de uma música que na minha opinião tem tudo a ver com o casal Thomas e Liss - JonSecada - Just Another Day.


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