Resenha Nacional

Resenha: Conto Despersonalização: Quando conheci o fundo do poço - Daiana de Azevedo

segunda-feira, dezembro 07, 2015

Título: Despersonalização: Quando conheci o fundo do poço
Autor: Daiana de Azevedo
Editora: Amazon
Edição: 
Ano: 2015
Idioma: Português
Classificação: 4/5 ♥
Sinopse: Despersonalização, é um transtorno psicológico onde a pessoa apresenta uma desordem dissociativa, as vezes não reconhecendo a si mesmo ou o ambiente externo, tendo a impressão de que as coisas ao seu redor sejam um filme e ele é apenas o espectador passivo, problema este comum, só que muitas vezes invisível. Nesse conto você se tornará intimo do personagem e descobrirá como uma pessoa com esse distúrbio psíquico passa os seus dias, acompanhará também o motivo e a cura desse mal, em uma história envolvente sobre um assunto de muita seriedade. Um conto que fará você analisar se está cuidando bem da sua mente e ponderar o que realmente vale a pena.



RESENHA

Despersonalização é um conto tocante que relata a vida de um homem que sofre de distúrbios psicológicos, na história acompanhamos detalhes da doença chamada despersonalização, é, o nome é realmente grande mais a sensação deixada por ela é apenas vazia, um dia simplesmente você deixa de viver, passa apenas a existir em um mundo vazio e gélido, como se você fosse um mero expectador da sua vida, olhando a distancia sem saber por qual caminho percorrer, por qual lugar buscar ajuda, ou para quem dar o primeiro grito de socorro. 


Em meio a confusões de um problema psíquico grave, um homem com distúrbios de humor, recluso a vida social, um casamento falido e uma profunda tristeza incontida por sua alma, a incompreensão de como aconteceu e a pergunta tão temida: como chegou a esse ponto? 

Pouco a pouco, com persistência ou talvez apenas necessidade de continuar, nosso protagonista enfrenta varias etapas da vida, desde o fundo do poço, a corda no pescoço, o ponto final, pensamentos pesados pelos olhos de uma pessoal normal, mais não para alguém que apenas sente o vazio interno, de homicídios a suicídios, pensamentos que destroem e camuflam entre mente e razão a vontade de lutar e viver um futuro melhor, quando já não basta o caminho da dor que afoga o grito e aperta o peito, a única alternativa parece apenas ser a dor física, não por loucura mais por desespero de apenas tentar fazer com que a dor seja menor fora do que dentro. 

Em pequenos detalhes de uma rotina de momentos simples percebe-se a felicidade, frase dita por muitos e vivida por poucos, felizmente talvez nosso protagonista tenha chegado ao fundo do poço para realmente fazer valer essa ideia de momento feliz, com ajuda de pequenos passos vem a tentativa de um amanhã melhor, não o que ele classifica como melhor no hoje.

 — O que seria você deve estar se perguntando, a resposta é clara e evidente, apenas um ponto: o de viver. 

Ao notar todo caos abandonado em sua volta, trazido pela protagonista desse conto: a despersonalização, surge o desespero. Não foi através de um divã médico que a realidade bateu à porta, e sim através de um lindo gatinho que começa os primeiros passos rumo a esperança. 


Laços familiares, sociais, e afetivos, são recuperados através do primeiro passo, o mais simples e ridículo para muitos, o amor, que consequentemente trouxe a confiança e despertou a vontade, trazidos por um serzinho de quatro patas para o novo amanhã de um homem perturbado por si mesmo. 

Tudo que é simples é o mais óbvio e o mais negado por qualquer um , seja normal ou louco. 

Mas sim, tudo começou com a tentativa de amor, através de um gato e um homem, que posteriormente estendeu-se para família, amigos e sociedade. 

Bem, hoje e o problema vocês já conheceram, agora nos resta esperar pelo amanhã, algo importante que esse conto abrange é a única possibilidade real que nos permite mudar: o agora. 

Afinal o amanhã não nos pertence! 


O conto é fácil e envolvente, instrutivo e realmente reflexivo.
Super curtinho então a leitura é facilmente feita em poucos minutos. 

Através de Despersonalização a autora Daiana de Azevedo nos leva para uma realidade além de nosso próprio umbigo, nos ensina a ver o mundo além de nossos olhos e talvez, apenas talvez, tentar ver as coisas a nossa volta com os olhos do outro. 







Sobre a autora:  
Daiana de  Azevedo é carioca do interior, 23 anos , sonhadora e escritora, mantém um blog com suas crônicas (www.vidaaposdezoito.com) além de escrever como colaboradora para o jornal da cidade em que mora.  Neste conto desenvolvido para a Amazon, tem por finalidade promover o conhecimento de uma situação muito especial, alertando e auxiliando que puder se identificar. 

Contatos

Onde comprar o conto: Amazon

Fale com a autora: Facebook

Blog da autora:  www.vidaaposdezoito.com



















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6 comentários

  1. Meu coração enche de tanto orgulho e meus olhos de lágrimas ao ver uma resenha dessas. Eu sinceramente não esperava uma interpretação tão profunda, uma conclusão tal maravilhosa. Escrever em um primeiro momento é uma terapia, escrever é uma maneira de extrair o que me incomoda, mas além disso, muito além o maior objetivo talvez é conseguir levar uma mensagem para quem nos lê, às vezes essa mensagem é interpretada de maneiras diferentes por todos que a recebe, mas todas são válidas . E se existe uma versão dessa mensagem válida, nessa resenha você com certeza descreveu a melhor face dela. Se existia alguma dúvida agora eu tenho a certeza de que consegui passar tudo que eu queria para essas oito páginas. Viviane muito obrigada, muito obrigada por escrever com o coração, por deixar de lado a simples resenha fria e objetiva e por incluir seu toque pessoal em casa palavra. Você me emocionou.

    www.vidaaposdezoito.com

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    Respostas
    1. Puxa, não esperava tal comentário, fiquei sem palavras. Fico contente que a resenha tenha lhe agradado, obrigado pelo carinho Daiana Azevedo de Paulo.

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  2. Super me interessei por esse conto. Vou dar uma olhadinha. Sofri de despersonalização por muitos anos é algo muito dolorido, sofri muito , perdi entes queridos, perdi trabalho, tudo por causa dessa doença maldita. Mas hoje estou me recuperando aos pouco com ajuda dos poucos amigos que sobraram.

    Maurício Andrade

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