Editora Tribo das Letras

[Resenha] Minha Vida como Papa Jones

sábado, novembro 21, 2015


Título: Minha Vida com Papa Jones
Autor (a): Y.N Daniel
Gênero: Ficção / Drama
Editora: Tribo das Letras
Número de Páginas: 196
Ano de Publicação: 2015
Skoob: Adicione 
Onde comprar: Tribo das Letras
Áudio book dos três primeiros capítulos do livro: Aqui

Sinopse: Muitos fatos importantes aconteceram entre 1968 e 1981 um deles é a decisão de um ex-policial chamado Papa Jones de formar uma família adotando Carmen, uma menina de origem venezuelana que batia carteiras no metrô e Alex, um nerd de carteirinha.
Papa Jones acreditava que sua família estava completa, no entanto aparece Ângelo, um menino de treze anos, de personalidade forte e origem italiana, que já passou por vários lares adotivos e que carrega consigo um terrível trauma do passado.
A adaptação não será fácil, contudo durante o processo, Ângelo, assim como está acontecendo com o resto da América, descobrirá um novo significado para a palavra família e descobrirá coisas que mudarão para sempre sua percepção sobre si mesmo e sobre o mundo.




RESENHA



Oi galerinha!!!

Hoje minha dica é diferente, geralmente trago resenhas de romances, mas hoje trouxe para vocês a resenha de um livro da nossa editora parceira Tribo das Letras, o livro Minha Vida como Papa Jones de Y. N. Daniel, um livro lindo e denso. Vamos lá?!



Uma das primeiras coisas que me agradou na leitura de Papa Jones foi o fato de se passar em outra década, onde as coisas eram mais difíceis, mas alguns problema que se passaram lá trás nos fazem refletir nos dias atuais pois ainda persistem, como o preconceito com a adoção, preconceito de todos os lados: de quem adota, de quem é adotado, da família e da sociedade. 

O livro conta a história de Ângelo, um menino marcado pela perda trágica da família, cheio de cicatrizes e que leva uma vida sofrida no abrigo onde vive, ele tornou-se pela dor uma pessoa repelente, e rejeita demonstrações de afeto e carinho, típico garoto problema. 

A personalidade arredia do menino faz com que ele não seja adotado, a própria instituição não esconde a sua personalidade, mas Papa Jones, um ex-policial, tem um grande coração e vê no menino qualidades e caraterísticas e o próprio Ângelo não vê, e não aceita. Claro a a adaptação não é nada fácil, para ambas as partes e o preconceito vai pairar sobre essa adoção e sobre o relacionamento de de Ângelo a Papa Jones.




Nessa parte devo dizer que a opinião de alguns personagens me incomodou muito, dava vontade de entrar no livro e tirar satisfação, Ok, adoção ainda hoje é um tabu, mas as pessoas são reflexos da vida que tem/tiveram. 

Lar é uma palavra que Ângelo já não conhece, e lógico que ele não facilita em nada para Papa Jones, no mais o lar que Papa oferece a ele não é muito convencional, mas é um lar, tem amor, carinho e compressão, embora essa adaptação exija  muito de ambas as partes e ela vai acontecendo aos poucos, de maneira delicada e lenta. Papa já havia acolhido em sua casa outras duas crianças, Alex e Carmem, que passam a ser os novos irmãos de Ângelo.

Embora seja uma história profunda que fala sobre relacionamentos, ela é pautada nessa adaptação de todos os personagens, e é de certo modo bem engraçado ver como ocorre a interação das três crianças: Carmem é latina, tem sangue latino correndo nas veias e demonstra isso no olhar; Alex é o nerd da família, mais acanhando, não possui o temperamento explosivos dos irmãos, prefere a quietude do seu cantinho, e temos nosso menino problema, Ângelo, que tem sangue italiano e honra bem a fama dos compatriotas.


Bem a leitura do livro é rápida e leve, cheia de temas a serem debatidos, questionados e absorvidos, que servem como pano de fundo dessa linda estória, como: o modo de ver a morte, o sistema de abrigos e casas de apoio as crianças aptas para adoção, a gravidez na adolescência, as drogas e os sistemas estudantis ante os problemas como bullying e adaptação escolar. Enfim, recomendo a leitura de Papa Jones para quem quer uma leitura diferente, fora da sua zona de conforto.










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1 comentários

  1. Parabéns, minha amiga Rosacarla!
    Adorei a sua resenha! Adorei a história! Instigou-me, realmente, à leitura.
    Grande abraço!

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