Editora Suma De Letras

Resenha: “Misery: Louca Obsessão" Stephen King

segunda-feira, janeiro 12, 2015

Título: Misery: Louca Obsessão
Autor (a): Stephen King
Gênero: Terror
Editora: Suma de Letras
Número de Páginas: 326
Ano de Publicação: 2014
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Classificação: 5/5 ♥ 

Sinopse: Paul Sheldon descobriu três coisas quase simultaneamente, uns dez dias após emergir da nuvem escura. A primeira foi que Annie Wilkes tinha bastante analgésico. A segunda, que ela era viciada em analgésicos. A terceira foi que Annie Wilkes era perigosamente louca. Paul Sheldon é um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery Chastain. No dia em que termina de escrever um novo manuscrito, decide sair para comemorar, apesar da forte nevasca. Após derrapar e sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada Annie Wilkes, que surge em seu caminho.
A simpática senhora é também uma leitora voraz que se autointitula a fã número um do autor. No entanto, o desfecho do último livro com a personagem Misery desperta na enfermeira seu lado mais sádico e psicótico. Profundamente abalada, Annie o isola em um quarto e inicia uma série de torturas e ameaças, que só chegará ao fim quando ele reescrever a narrativa com o final que ela considera apropriado. Ferido e debilitado, Paul Sheldon terá que usar toda a criatividade para salvar a própria vida e, talvez, escapar deste pesadelo.



Resenha


            A história já começa na ação, vamos sendo situados do que está acontecendo e de como chegou aquela situação ao decorrer da história, pelas lembranças de Paul e suas conversas com Annie. De início pensei que o escritor Paul Sheldon tinha reações muitos diferentes das consideradas normais para a situação em que estava, porém ao longo da narrativa percebi que se tratava da construção do personagem. Com Paul Sheldon e Annie Wilkes, King tenta mostrar, de forma espetacular, como funciona a mente humana, e como nossos extintos reagem em situações extremas. Desde a mente de uma pessoa considerada “normal” à mente de uma pessoa perturbada. Vemos os personagens passarem da humildade sincera ao ódio mortal, de forma real, de forma que podemos sentir com eles esses sentimentos.

“Ele se recostou, cobriu os olhos com o braço e tentou agarrar-se à raiva que sentia, pois a raiva o deixava valente. Um homem valente conseguia pensar. Um covarde, não.”

            Somos situados de quem realmente é Annie através das analises feitas por Paul, desde o início ele vem mostrando indícios da sua mente perturbada, chegando a comparar o olhar dela com o que viu certa vez em um manicômio, mas isso era apenas o começo, Annie mostraria muito mais ao decorrer da narrativa.
            O que eu gostei muito no livro é a forma como foi a presentado o processo de criação de um escritor, desde a mera imaginação de possíveis desfechos para acontecimentos diários até truques usados pelos escritores, esses momentos de inspiração vividos por Paul Sheldon são tão reais que fazem você – leitor que gosta de escrever, como eu, e que não escreve há um bom tempo – querer voltar a escrever imediatamente, você se inspira juntamente com o personagem durante sua criação.
            Esse livro não traz apenas a história de Paul e Annie, mas muitas outras histórias são trazidas dentro desta, o romance Misery, anterior e também o atual, e claro a história de como se formam histórias.
            Este é o primeiro livro que leio de Stephen King e fiquei realmente impressionada em perceber como somos transportados para junto dos personagens e como podemos entendê-los. Confesso que demorei para engrenar na leitura, mas porque eu esperava algo mais “terror sobrenatural” e não suspense realista, essa quebra de expectativas fez com que eu me arrastasse um pouco, porém depois que esse primeiro choque passou, eu mergulhei na leitura, sendo que as últimas cem páginas eu li sem parar, nem para comer, fui me dar conta que não comia desde as  três horas da tarde, quando já passavam das oito e meia da noite! O final foi ótimo, esperado e inesperado ao mesmo tempo, sem deixar de acabar com minhas expectativas novamente, me surpreendendo.




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